Tendências de marketing para 2026: o que vai estar em alta no ano
- Marketing Dom

- 20 de jan.
- 8 min de leitura
As tendências de marketing para 2026 vão mudar a maneira como muitos processos são executados dentro das empresas.
Se você ainda está executando estratégias de marketing de 2023, prepare-se para um choque: o jogo mudou completamente. E não estamos falando de mudanças incrementais ou ajustes táticos.
Segundo o relatório Marketing Trends 2026, da Kantar, divulgado pela revista Exame, 2025 representou um ponto de virada para o setor, apresentando novos fundamentos tecnológicos que passaram a apoiar decisões e ampliar compreensão sobre comportamento.
A pergunta para 2026 não é mais "devemos investir em IA?" ou "precisamos estar nas redes sociais?". A pergunta agora é: "nossa estratégia está preparada para um mundo onde 25% das buscas tradicionais serão substituídas por IA generativa?"
De acordo com a Gartner, em relatório compartilhado pelo IT Forum, até 2026, as ferramentas com IA generativa devem reduzir o volume de buscas em mecanismos tradicionais como Google Search e Bing em 25%.
Neste cenário com tantas variáveis, desenvolver e aplicar uma estratégia certeira é essencial para não perder tempo ou dinheiro com coisas que não trazem mais resultado. Continue a leitura para conhecer as principais tendências de marketing para 2026.
Tendências de marketing: GEO (Generative Engine Optimization) a nova fronteira do SEO
Se você dominou SEO nos últimos anos, prepare-se: as regras do jogo estão mudando radicalmente. Nasce o GEO (Generative Engine Optimization), a otimização de conteúdo focada em motores de busca baseados em inteligência artificial.
O SEO não vai acabar, mas o GEO surge como mais uma vertente. O objetivo é aparecer nas recomendações das inteligências artificiais, um meio de busca que tem crescido na preferência dos usuários.
Segundo análise recente do Digital Authority Partners, a otimização generativa para mecanismos de busca (GEO) será indispensável em 2026, à medida que a IA generativa muda a forma como as pessoas descobrem respostas e como as marcas são encontradas.
O ChatGPT alcançou 400 milhões de usuários ativos semanais em fevereiro de 2025, e alguns sites empresariais já derivam mais de 1% do total de sessões de referências de modelos de linguagem.
O que muda com o GEO?
Enquanto o SEO tradicional busca ranquear seu site nos primeiros resultados do Google, o GEO visa fazer seu conteúdo ser citado, referenciado e incorporado nas respostas geradas por IAs.
A diferença é: no SEO você compete por cliques em uma lista de links. No GEO, você compete para SER a resposta da LLM ou pelo menos estar entre as citadas. Pesquisas mostram que 60% dos usuários interagem com páginas que apresentam resumos de IA.
Além disso, estudos indicam que a visibilidade não será mais concedida a quem “grita mais alto” ou otimiza melhor tecnicamente, mas a quem comunica de forma coerente e credível. A experiência do usuário se torna o centro de tudo.
Como implementar GEO na sua estratégia
Assim como nunca existiu uma “fórmula mágica” para trabalhar com SEO na sua estratégia, no caso do GEO a lógica é a mesma. O que funciona, contudo, são práticas que envolvem conteúdo de qualidade, autoridade, credibilidade e uso de dados.
Estruture conteúdo para ser facilmente citável
Use formatos de perguntas e respostas, listas claras, definições objetivas. As IAs precisam extrair informações rapidamente e com precisão para considerar o seu site como uma opção de resposta.
Segundo a Search Engine Land, E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness) se torna ainda mais crítico. Crie conteúdo demonstrando expertise real, não texto genérico gerado por IA sem curadoria ou revisão humana.
Use dados proprietários e pesquisas originais
Modelos de linguagem priorizam informações únicas que não encontram em outros lugares. Estatísticas próprias, estudos de caso detalhados e pesquisas originais têm valor multiplicado no GEO. É a oportunidade de oferecer uma resposta baseada em novos dados.
Otimize para múltiplas plataformas
Não é só Google. ChatGPT, Perplexity, Claude, Gemini e Copilot processam bilhões de consultas de marca mensais. Sua estratégia precisa considerar como cada uma dessas plataformas interpreta e cita conteúdo.
Inteligência Artificial integrada em todo o funil de marketing
A IA deixou de ser um "apoio" e se tornou uma ferramenta protagonista das estratégias digitais. Quando usada com responsabilidade, seus efeitos práticos são significativos e geram um impacto direto em toda a operação.
É preciso, porém, ter atenção: segundo dados da Exame, personalizar a comunicação aproveitando IAs generativas e machine learning é uma tendência, mas o cuidado está em não copiar conteúdo sem análise, pois isso vai contra as boas práticas do Google.
Aplicações práticas de IA em marketing para 2026
Algumas aplicações de IA para o seu marketing são mais práticas do que você imagina. Para começar 2026 do jeito certo na sua estratégia, considere os itens abaixo:
Personalização em escala real: a IA ajuda a segmentar audiências em micro-nichos e criar mensagens específicas para cada perfil, mantendo tom e identidade da marca.
Análise preditiva de comportamento: identificação de padrões de compra, previsão de churn, análise de sentimento em tempo real e identificação de oportunidades de upsell antes mesmo do cliente manifestar interesse.
Automação inteligente de atendimento: chatbots que realmente entendem contexto, resolvem problemas complexos e sabem quando transferir para humanos.
Criação assistida de conteúdo: usar a IA como copiloto na criação de textos, imagens e vídeos. Não para substituir a criatividade humana, mas para acelerar a produção, com um toque de um redator ou analista para garantir a qualidade e personalização.
Conforme a Upness Corp, o marketing conversacional inteligente através de assistentes virtuais que compreendem usuários será padrão.
First-party data: o novo ouro do marketing digital
Com a eliminação gradual dos cookies de terceiros, os dados próprios (first-party data) ganham protagonismo absoluto. Segundo análise da Neon Labs Digital, mais do que um recurso técnico, first-party data representa um novo paradigma: personalização ética baseada em consentimento e transparência.
Como construir uma estratégia sólida de first-party data
Invista em conteúdos interativos que coletam dados, como quizzes, calculadoras e simuladores. Ferramentas que entregam valor imediato em troca de informações relevantes.
Outra opção é implementar um CRM robusto. Ferramentas como RD Station e HubSpot permitem centralizar, organizar e ativar dados próprios em campanhas altamente segmentadas.
Os programas de fidelidade e comunidades incentivam cadastros voluntários oferecendo benefícios reais: conteúdos exclusivos, acesso antecipado a lançamentos e descontos personalizados.
Seja transparente sobre uso de dados. Ter uma política de privacidade clara e uma comunicação honesta sobre como dados serão usados gera confiança, o ativo mais valioso para qualquer empresa.
Vídeos curtos e conteúdo interativo dominando a atenção
A produção de vídeos curtos e interativos vai continuar como tendência de marketing para 2026. Plataformas como TikTok, Instagram (Reels) e YouTube (Shorts) têm o poder de atrair o público jovem que utiliza o celular como principal ferramenta de navegação.
Veja algumas dicas que vão otimizar sua performance em vídeo:
Priorize os primeiros 3 segundos: Se não capturar atenção imediatamente, o usuário já passou para o próximo conteúdo. Gancho visual forte, promessa clara, curiosidade instantânea.
Invista em autenticidade, não em produção hollywoodiana: Vídeos caseiros, bastidores, erros, processos reais. Humanidade e transparência geram mais conexão que perfeição técnica.
Crie séries e narrativas contínuas: Em vez de vídeos isolados, construa histórias que fazem o usuário voltar para ver o próximo episódio. Isso aumenta engajamento e tempo de exposição à marca.
Adicione elementos interativos: Enquetes, respostas por vídeo, desafios que incentivam a participação. Esses formatos interativos atendem à demanda de envolver usuários e gerar vínculos reais com a marca.
Se você está começando esse trabalho, centralize a produção em uma rede social. Depois de um tempo expanda para outras.
Social Commerce: compra direta nas redes sociais
Dados do relatório da Olivas Digital mostram que 2026 é o ano em que social commerce deixa de ser experimento e vira canal de vendas principal para muitas empresas.
Essa estratégia consiste em usar a própria rede social como um ecommerce, sem links que direcionam o usuário para uma página fora.
Como estruturar social commerce eficaz
Siga esse passo a passo:
Otimize catálogos de produtos nas plataformas: Instagram Shopping, Facebook Shops, TikTok Shopping, Pinterest Shopping. Integre inventário, preços atualizados em tempo real, checkout simplificado.
Use live commerce estrategicamente: Transmissões ao vivo com demonstrações de produto, ofertas exclusivas durante a live, interação em tempo real tirando dúvidas.
Invista em conteúdo gerado por usuários (UGC): Reviews em vídeo, unboxings, experiências reais. Segundo a TOTVS, o público confia mais em experiências reais do que em mensagens publicitárias tradicionais.
Crie jornadas completas dentro da plataforma: Do descobrimento à decisão de compra sem sair da rede social. Quanto mais atrito você remove, maior a conversão.
Lojas dentro de redes sociais estão se tornando populares porque centralizam o social, entretenimento, informação e compras dentro de uma mesma plataforma.
Retail Media: o crescimento explosivo da publicidade em marketplaces
O retail media emergiu como força, convertendo marketplaces como Amazon em plataformas de marketing estratégicas. Acesso a dados em primeira mão permite criação de mensagens publicitárias mais relevantes e envolventes.
Em resumo, o retail media é a prática de varejistas usarem seus próprios canais (sites, apps, lojas físicas) como plataformas de publicidade para marcas, exibindo anúncios diretamente para consumidores no momento da compra.
Por que retail media será gigante em 2026
Motivos para você considerar o retail media na sua estratégia de 2026:
Intenção de compra altíssima: Pessoas em marketplaces já estão em modo compra. Não é topo de funil, é fundo. A conversão é naturalmente maior.
Dados comportamentais precisos: Marketplaces sabem exatamente o que cada usuário pesquisa, compra, adiciona ao carrinho, abandona. Segmentação cirúrgica.
Métricas imediatas: Você vê em tempo real quantas impressões viraram cliques, quantos cliques viraram vendas, qual o ROI exato de cada campanha.
Exemplos práticos: Amazon Ads, Magazine Luiza Ads, Mercado Ads (Mercado Livre).
Se estiver em dúvida sobre a viabilidade da estratégia de retail media para 2026, uma alternativa é analisar o que seus concorrentes estão fazendo.
Marketing inclusivo como estratégia de expansão
Segundo o relatório da Kantar, 65% das pessoas valorizam empresas que promovem diversidade e inclusão, acima dos 59% em 2021. Marketing inclusivo é marketing expansivo.
Inclusão autêntica, não performática
É necessária uma representatividade real em conteúdos. Modelos de diferentes etnias, corpos, idades, orientações e capacidades. Mas não apenas nos anúncios: em toda comunicação da marca.
A acessibilidade como padrão também deve ser um padrão. Sites com recursos para deficientes visuais, legendas em vídeos, linguagem simples e clara. Acessibilidade amplia audiência e demonstra responsabilidade.
Lembre-se também de evitar estereótipos, generalizações e suposições na comunicação. Use uma linguagem que acolhe, não exclui.
Por último, invista em inovação inclusiva interna. Diversidade na equipe de criação leva a campanhas mais ricas, autênticas e conectadas com diferentes públicos.
Experiência mobile-first (ainda mais crítica)
Dados da Serasa Experian confirmam: com grande parte dos usuários de internet acessando a partir do celular, empresas devem priorizar estratégias que atendem ao formato mobile.
Isso inclui otimização de sites para visualização no smartphone, criação de anúncios mobile-friendly e uso das redes sociais como maior possibilidade de engajamento.
Mobile-first além do responsivo
Uma estratégia responsiva para conteúdos Mobile-first passa por algumas otimizações:
Velocidade de carregamento: sites que demoram mais de 3 segundos perdem mais de 50% dos visitantes mobile. Otimize imagens, comprima código, use CDN.
Design pensado para toque, não para mouse: Botões maiores, espaçamento adequado entre elementos, navegação por gestos intuitiva.
Conteúdo consumível em movimento: Textos curtos, parágrafos escaneáveis, vídeos verticais que funcionam sem áudio (com legendas).
Checkout mobile otimizado: Formulários com poucos campos, autopreenchimento, opções de pagamento digital (Pix, carteiras digitais).
Automação de marketing com foco em eficiência
A automação não é novidade, mas em 2026 ela se tornará mais inteligente, integrada e essencial. Segundo análise da Dubbo Marketing, empresas que souberem integrar IA e automações no marketing vão prosperar, enquanto as que dependem de processos manuais vão estagnar.
Automação estratégica para 2026
Fluxos de nutrição multicanal: E-mails, WhatsApp, SMS, notificações push trabalhando de forma coordenada baseado no comportamento do lead.
Segmentação dinâmica: Listas que se atualizam automaticamente conforme ações do usuário. Quem baixou o material X entra no fluxo Y, quem visitou a página Z recebe oferta específica.
Lead scoring automatizado: Pontuação que identifica leads quentes prontos para vendas e leads frios que precisam mais nutrição.
Relatórios e dashboards em tempo real: Decisões baseadas em dados atualizados, não em relatórios mensais defasados.
2026 não espera ninguém, cabe a você sair na frente
As tendências de marketing para 2026 não são sugestões opcionais. São transformações estruturais que vão separar empresas preparadas de empresas obsoletas.
Empresas que se estruturarem agora, com dados sólidos, conteúdo profundo, presença omnicanal e times híbridos, chegarão ao próximo ano prontas para crescer.
Se você quer conectar marketing e vendas através de estratégias que realmente funcionam em 2026, com foco em performance, dados e resultados mensuráveis, o momento de agir é agora.
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