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Cultura de dados: como implementar e usar da maneira correta na sua empresa

  • Foto do escritor: Marketing Dom
    Marketing Dom
  • 19 de dez. de 2025
  • 9 min de leitura

A cultura de dados não é mais um diferencial competitivo reservado para gigantes da tecnologia. É uma questão de sobrevivência para qualquer negócio que queira crescer de forma sustentável e previsível. 


Apesar desse fato, a realidade se mostra diferente: segundo pesquisa da Eleflow, mesmo com estratégias mais orientadas por dados, muitas organizações brasileiras ainda enfrentam desafios enormes de adoção cultural e sustentação técnica.


Diante desse cenário, a pergunta que fica é: sua empresa toma decisões baseadas em dados ou em achismos? Se você hesitou para responder, já tem um problema que precisa ser resolvido o quanto antes. 


Em um mercado onde informação vale mais que ouro e a concorrência está a um clique de distância, empresas que não se orientam por dados estão literalmente jogando dinheiro fora e perdendo oportunidades todos os dias.


Neste guia, vamos mostrar o que realmente significa ter uma cultura de dados, por que tantas empresas fracassam na implementação e, principalmente, como você pode fazer diferente e transformar informação em vantagem competitiva real.


O que é cultura de dados e por que ela é tão estratégica?


Cultura de dados, ou cultura data-driven, é uma abordagem organizacional na qual decisões são tomadas com base em informações concretas e análises, em vez de intuições, percepções pessoais ou experiências individuais. 


É quando toda a empresa, independente do cargo que uma pessoa ocupa na hierarquia, valoriza e utiliza dados para orientar as estratégias, operações e avaliações de desempenho. Tudo é centralizado nos números.


Um ponto de atenção: ter uma ferramenta de Business Intelligence (BI) ou contratar um analista de dados não significa ter automaticamente uma cultura de dados. A diferença está na mentalidade do todo. 


Uma empresa com cultura de dados genuína questiona suposições com números, valida hipóteses com testes, mede resultados com indicadores claros e ajusta rotas baseando-se em evidências, não em opiniões.


Segundo o relatório Data Trends 2024, apenas 59% dos profissionais brasileiros reconhecem a existência de uma cultura orientada a dados em seus locais de trabalho.


Isso significa que 41% ainda operam no escuro, tomando decisões sem informações estruturadas. 


O custo disso é brutal, de acordo com o Data Trends 2024: 30% dos profissionais gastam mais de uma hora por dia apenas buscando informações, resultando em mais de 20 horas de trabalho desperdiçadas por mês.


O cenário atual: onde as empresas brasileiras estão falhando


Antes de falar sobre implementação, é importante entender o diagnóstico real do mercado brasileiro. O Infográfico de Maturidade de Dados da Eleflow revelou que nenhuma empresa brasileira avaliada pela pesquisa atingiu o estágio "Data Driven" completo. 


A maioria ainda está nos estágios iniciais:


  • Principiante: decisões ainda baseadas na intuição.

  • Explorador: uso de dados em áreas isoladas, sem integração.

  • Estruturado: colaboração entre áreas e decisões sustentadas por dados.

  • Orientado por Dados: análises avançadas orientam a inovação (apenas empresas de tecnologia chegaram aqui).

  • Data Driven: decisões guiadas integralmente por evidências (nenhuma empresa brasileira entre as entrevistadas está nesse nível).


O que mais chama atenção é que os maiores obstáculos não são tecnológicos, mas culturais. Segundo o Índice de Transformação Digital Brasil 2024 da PWC, quase metade dos participantes aponta a estrutura e cultura organizacional como o principal obstáculo para o progresso na agenda de transformação digital.


Além disso, dados globais da Findstack mostram que apenas 26% das empresas afirmam ter alcançado uma cultura verdadeiramente orientada a dados, apesar da enorme quantidade de informações geradas diariamente. Entre 60% e 73% de todos os dados coletados nunca são usados para fins analíticos. É desperdício puro.


Os pilares fundamentais de uma cultura de dados efetiva


Para construir uma cultura de dados que funcione de verdade, você precisa trabalhar em quatro pilares que vão sustentar toda a transformação do seu negócio. 


1. Liderança engajada e exemplar


A cultura de dados começa no topo da hierarquia, nunca de baixo para cima. Se a diretoria não valoriza e não usa dados nas próprias decisões, ninguém mais vai levar a sério. Não adianta cobrar se não houver o exemplo claro de como deve funcionar.


Segundo a pesquisa Data Trends 2024, 53% dos profissionais afirmam que sua liderança apoia ou valoriza decisões baseadas em dados, mas apenas metade desses líderes realmente usa os dados como critério para decisões estratégicas.


Os líderes precisam fazer mais que apoiar: precisam exigir embasamento em dados, questionar decisões tomadas sem análise prévia e celebrar publicamente quando a equipe usa informações para resolver problemas.


2. Infraestrutura tecnológica adequada


Não adianta querer ser data-driven se os dados estão espalhados em planilhas desconectadas ou em um caderninho que pode ser perdido. Sistemas que não conversam entre si e ferramentas que ninguém sabe usar.


O estudo do Mapa de Maturidade Digital 2024 da ABDI revelou que apenas 27% das pequenas empresas brasileiras possuem um sistema de gestão que integra as bases de dados de todas as áreas do negócio.


Você precisa de ferramentas de coleta, armazenamento, análise e visualização de dados. Isso pode incluir CRM, ERP, plataformas de BI como Power BI, Tableau ou Looker, ferramentas de automação de marketing como RD Station ou HubSpot, entre outras. 


O importante é garantir que todos os sistemas que você usa na sua empresa conversem entre si e que os dados estejam acessíveis para quem precisa.


3. Democratização do acesso aos dados


Uma das descobertas mais impactantes do Data Trends 2024 é que apenas 22% das empresas disponibilizam dados para todos os colaboradores. Quando dados ficam restritos a alguns poucos, você cria gargalos, dependência e lentidão na tomada de decisão.


Democratizar não significa dar acesso irrestrito a tudo para todos. Significa garantir que cada pessoa tenha acesso aos dados relevantes para suas decisões do dia a dia, com dashboards claros, filtros adequados e visualizações que façam sentido. 


Quer exemplos? É quando o vendedor consegue acompanhar seu próprio desempenho, quando o gerente de marketing vê em tempo real o ROI das campanhas ou quando o operacional identifica gargalos sem depender de relatórios semanais.


4. Capacitação contínua das equipes


Segundo pesquisa global da Findstack, destacada anteriormente, 71% dos especialistas em negócios gostariam de melhorar suas habilidades de alfabetização em dados. O problema é que muitas empresas investem em ferramentas caras e esquecem de capacitar as pessoas para usá-las.


Adianta você dar uma Ferrari para alguém que sequer tem carteira de motorista? A lógica é a mesma para a cultura de dados. Invista primeiro nas pessoas, depois nas ferramentas. Somente assim é possível garantir o melhor fluxo de trabalho possível.


Capacitação, é importante destacar, não é apenas treinar alguém no uso da ferramenta. É desenvolver pensamento analítico, ensinar a fazer as perguntas certas, interpretar gráficos corretamente, identificar correlações e causas e entender conceitos estatísticos básicos. 


Dom Agência de Estratégias

Como implementar cultura de dados: o passo a passo prático


Agora que você entende os pilares, confira o caminho concreto para implementar a cultura de dados na sua empresa. Lembre-se que não é uma fórmula pronta, mas pontos essenciais para qualquer empresa Data Driven.


Passo 1: Faça um diagnóstico honesto da situação atual


Antes de sair implementando ferramentas e processos, você precisa saber onde está. Responda com honestidade:


  • Quais decisões importantes foram tomadas nos últimos 30 dias sem nenhum dado de suporte?

  • Onde estão os dados da empresa e quem tem acesso a eles?

  • Quanto tempo a equipe gasta buscando informações básicas?

  • Quais sistemas são usados? Eles conversam entre si (integração)? 

  • As pessoas confiam nos dados disponíveis ou acham que os números estão desatualizados/incorretos?


Esse diagnóstico vai revelar seus principais gargalos e definir prioridades de ação. Sem essa autocrítica da sua empresa é impossível evoluir.


Passo 2: Defina indicadores estratégicos claros (KPIs)


Você não consegue medir tudo, e nem deveria tentar ou se preocupar com isso. No entanto, medir métricas estratégicas fazem toda a diferença. Escolha os indicadores (KPIs) que realmente importam para o seu negócio crescer. 


Para uma operação de marketing e vendas, por exemplo, isso pode incluir: 


  • Taxa de conversão em cada etapa do funil; 

  • Custo de aquisição de cliente (CAC); 

  • Lifetime value (LTV); 

  • ROI de campanhas; 

  • Velocidade do ciclo de vendas; 

  • Taxa de churn.


O importante é que todos na empresa entendam quais são os números que movem o negócio e tenham fácil acesso a eles.


Passo 3: Comece pequeno e prove o valor


Sua empresa não vai ter o nível de maturidade digital da Amazon da noite para o dia. Não tente transformar a empresa inteira de uma vez, principalmente se cultura de dados é só uma lenda urbana no seu negócio.


Escolha uma área, um processo ou um problema específico para atacar primeiro com dados. Pode ser: 


  • Otimizar o investimento em mídia paga; 

  • Reduzir o tempo de resposta ao lead; 

  • Identificar produtos com maior margem. 


Qualquer coisa mensurável e relevante para a operação serve. Implemente, meça, mostre resultado. Quando as pessoas vêem o impacto concreto de decisões baseadas em dados, a adesão cresce naturalmente.


Passo 4: Invista em governança de dados


O estudo da Eleflow também apontou que "Governança de dados" foi um dos índices mais baixos entre as empresas brasileiras. Governança significa definir claramente: 


  • Quem é responsável por cada base de dados;

  • Quais são os padrões de qualidade exigidos; 

  • Como os dados devem ser atualizados;

  • Quem pode acessar o quê, como garantir segurança e conformidade com LGPD.


Sem governança, você vai coletar “lixo digital” e tomar decisões baseadas em informações erradas ou desatualizadas.


Passo 5: Crie rituais de análise e discussão de dados


Transforme dados em parte da rotina. Isso pode incluir: reuniões semanais de análise de indicadores por área, dashboards atualizados e acessíveis a todos, relatórios mensais com insights e recomendações, celebração pública quando dados levam a decisões acertadas.


Quanto mais você ritualiza o uso de dados na empresa, mais eles se tornam parte natural do dia a dia. Assim vai se criando a cultura.


Passo 6: Contrate ou desenvolva talentos analíticos


Dependendo do tamanho e complexidade do negócio, você pode precisar de analistas de dados, cientistas de dados, engenheiros de dados ou pelo menos pessoas com forte pensamento analítico em áreas-chave. 


O número de empregos com foco em dados está crescendo constantemente. Se contratar não é viável agora, invista em desenvolver essas competências internamente. Identifique pessoas com perfil analítico e ofereça capacitação estruturada.


Os erros mais comuns na implementação (e como evitá-los)


Mesmo com boa intenção, muitas empresas tropeçam na implementação de cultura de dados. Estes são os erros mais frequentes:


Erro 1: Achar que ferramenta resolve tudo


Comprar o melhor BI do mercado não cria cultura de dados. Se as pessoas não forem treinadas, se a liderança não cobra como deve, se os processos não mudarem e se não houver clareza nos processos, a ferramenta sozinha vai virar mais um sistema abandonado.


Erro 2: Não limpar e organizar os dados antes


Conforme a Aquarela Analytics, uma das maiores dificuldades das empresas brasileiras é a falta de dados estruturados e limpos para análise.


Se você alimenta o sistema com dados errados, incompletos ou desatualizados, as análises serão inúteis ou, pior, vão levar a decisões erradas. Decisões erradas = dinheiro perdido.


Erro 3: Restringir acesso aos dados


Quando dados ficam na mão de poucos, você cria dependência e lentidão. Como vimos no Data Trends 2024, 19% dos profissionais apontam a dependência de outras pessoas para obter e analisar dados como um dos principais problemas.


Suas lideranças não vão estar disponíveis o tempo todo para a equipe. Se você descentraliza o “poder”, os líderes ficam menos sobrecarregados e a responsabilidade é distribuída entre a equipe. 


Erro 4: Não conectar dados aos objetivos de negócio


Dados por dados não servem para nada. Toda análise precisa estar conectada a um objetivo claro: 


  • Aumentar vendas; 

  • Reduzir custos; 

  • Melhorar a satisfação do cliente; 

  • Acelerar processos. 


Se a análise não gera insight acionável, é desperdício de tempo.


Erro 5: Ignorar a resistência cultural


Mudança cultural é lenta e encontra resistência. Tem gente que vai preferir continuar fazendo "do jeito que sempre fez". Você precisa gerenciar essa resistência com paciência, mostrando resultados concretos e criando incentivos para quem adota a nova mentalidade.


Os benefícios tangíveis de uma cultura de dados madura


Quando bem implementada, a cultura de dados traz retornos mensuráveis e significativos. Segundo a Senior, empresas que adotam uma abordagem data-driven conseguem fazer escolhas mais informadas, resultando em estratégias mais eficazes e direcionadas. 


Garante-se, assim, que os recursos sejam aplicados de maneira mais eficiente e gerem um retorno sobre investimento (ROI) superior.


Pesquisas sobre ROI de análise de dados mostram que empresas conseguem reduzir significativamente custos operacionais através da automação de tarefas manuais, otimização de processos e identificação de desperdícios. 


Para cada real investido em dados, empresas maduras nessa jornada conseguem retornos de 2 a 3 vezes o valor aplicado. Além dos ganhos financeiros diretos, há benefícios estratégicos importantes: 


  • Decisões mais rápidas e assertivas; 

  • Maior agilidade para responder a mudanças de mercado;

  • Identificação precoce de oportunidades e riscos; 

  • Alinhamento entre áreas através de métricas compartilhadas; 

  • Cultura de melhoria contínua baseada em evidências.


Vale reforçar novamente: a cultura Data Driven busca combater o “mal do achismo” dentro da sua empresa.


Ferramentas essenciais para construir sua cultura de dados


A escolha das ferramentas certas facilita muito a jornada. Aqui estão as categorias principais e exemplos de soluções:


Análise e visualização de dados:



Automação de Marketing e CRM:



Gestão Integrada (ERP):



Armazenamento e Processamento:



A combinação ideal depende do tamanho da empresa, complexidade dos processos e maturidade atual. Comece com ferramentas mais acessíveis e evolua conforme a necessidade e maturidade crescem.


Dados são o novo petróleo, mas só se você souber refiná-los


Ter dados não é mais o diferencial. Todas as empresas geram dados todos os dias. O diferencial está em saber usar esses dados para tomar decisões melhores, mais rápidas e mais assertivas que a concorrência.


Implementar cultura de dados não é um projeto com começo, meio e fim. É uma transformação contínua que exige comprometimento da liderança, investimento em tecnologia e pessoas, paciência para vencer resistências e disciplina para manter rituais.


O esforço compensa. Empresas que dominam a cultura de dados crescem mais rápido, operam com mais eficiência, tomam riscos calculados em vez de apostas cegas e constroem vantagens competitivas sustentáveis baseadas em conhecimento real sobre seu mercado.


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